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Sobre o início do tratamento


Freud (1913) em “O início do tratamento” introduz a questão do desenrolar de uma análise comparando ao jogo de xadrez, que as inúmeras possibilidades de jogadas vão estar sistematicamente associadas as jogadas de aberturas e, também às jogadas finais. Nesse artigo sobre a técnica, sinaliza que, assim como o xadrez que existe suas regras, seus apontamentos estão enquanto recomendações - não obrigações. Se tratando dessa diversidade psíquica e sua plasticidade, tomar determinadas jogadas enquanto obrigação só serviria para deixar a técnica muito mecânica.


Um dos questionamentos acerca desse tempo inicial - chamado de tratamento de ensaio, entrevistas preliminares - diz respeito ao tempo. Um paciente pergunta:


- 𝗤𝘂𝗮𝗻𝘁𝗼 𝘁𝗲𝗺𝗽𝗼 𝘃𝗮𝗶 𝗱𝘂𝗿𝗮𝗿 𝗲𝘀𝘀𝗲 𝘁𝗿𝗮𝘁𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼?


Freud diz da dificuldade e impossibilidade de responder a tal pergunta. Uma vez que cada um, dá um passo no seu tempo. “Depende do quão longe você quer ir.” Seria preciso saber conhecer o passo de um analisante. Mas talvez o mais importante, independente da extensão dessa travessia, é que se possa andar - que as peças se movimentem, ganhando lugares, posições. A dinâmica do jogo acontece aí. Seja nas aberturas ou nos fechamentos, como lembra Lacan(1964) ao dizer sobre a presença do analista enquanto manifestação do inconsciente.


Freud (1913) em “O início do tratamento”

Lacan (1964) em Seminário livro XI “Os quatro conceitos fundamentais da psicanálise”

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