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  • psicostapaulo

Neurose obsessiva

Um pouco de associação livre aqui… rs

O que vem de início quando pensamos em neurose obsessiva? Será que ocorreu pensar naquele caso célebre e paradigmático de neurose obsessiva, atendido por Freud,  “O homem dos ratos”? Pois é, agora, antes de refletirmos as implicações disso, vamos a uma pequena introdução.


Existe uma certa herança de noções oriundas da psiquiatria para a psicanálise. Freud mesmo era médico, neurologista. Quem nunca pensou o famoso TOC - transtorno obsessivo compulsivo, para falar de uma neurose obsessiva? A nomenclatura “neurose obsessiva” tem seu trademark freudiano. Esse termo se destaca em “As neuropsicoses de defesa”, de 1894 e, ao longo da obra de Freud, vemos a expansão da própria psicanálise, e um lugar cada vez mais impróprio e distante da medicina. Esse é um ponto para levarmos em consideração: sabendo-se dessa forte influência, se faz necessário um cuidado a mais para que não venhamos a corresponder conceitos psicanalíticos a uma nosologia médica.


A publicação do caso mais conhecido de Freud sobre o tema é intitulado por “Observações sobre um caso de neurose obsessiva (“O homem dos ratos”). Agora, ao nos saltarmos como uma das primeiras referências, não estaríamos negligenciado as singularidades dos dialetos obsessivos promovendo um modelo de neurose obsessiva? Será que, daquela herança, estaríamos construindo assim uma espécie de DSM da psicanálise? Vale lembrar que foram observações sobre um caso, tais observações não culminam para uma conclusão a ponto de tornar um caso, em o caso.


Retomando ao texto de 1894, tanto as neuroses obsessivas quanto as histerias passam a ser compreendidas enquanto neuropsicoses de defesa. Esse momento da teoria é de uma virada em relação a herança do campo da medicina pois, não se trata em agrupar determinados sintomas em transtornos, a noção de defesa passa a configurar um estilo nosológico próprio, inaugurado pela psicanálise.


𝒯𝒶𝓃𝓉𝑜𝓈 𝒻𝓁𝑜𝓇𝒾𝓃𝓈, 𝓉𝒶𝓃𝓉𝑜𝓈 𝓇𝒶𝓉𝑜𝓈” 🐀🐀



Escultura de Auguste Rodin “O Pensador”

 
53 visualizações1 comentário

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1 則留言


psicostapaulo
4月29日

Para engrossar o caldo, indico a leitura desse texto aqui: “O não lugar da medicina na psicanálise: do olhar na clínica à clínica da escuta”


https://www.institutoespe.com.br/post/medicina-na-psicanalise?utm_campaign=indicacao_de_leitura__o_nao_lugar_da_medicina_na_psicanalise_-_fundamentos&utm_medium=email&utm_source=RD+Station

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